Fonte: WWW.cidadejornal.com.br – página 2, de 20/08/2.010
Televisão é algo nocivo. O aparelho por si só não é, como nenhuma tecnologia foi. O avião não foi uma má invenção, mas usá-lo como bombardeiro foi; assim como a internei não é venal, mas o conteúdo de pedofilia, encontro de torcidas, etc. é muito degradante.
Pois bem, estava eu assistindo um seriado onde os mocinhos eram vampiros. E existia um triangulo amoroso entre eles. Em outro filme os vampiros não têm caninos salientes, não são malvados e são os ícones do verdadeiro romantismo. Quem assistiu Trainspotting, um filme britânico sobre heroína, viu que o "herói" era viciado, vagabundo e trapaceiro.
Tudo bem, você vai falar que eu sou radical e retrógrado, que são apenas divertimentos inocentes ou, na melhor das hipóteses, levantará a bandeira do "precisamos encarar a realidade". Mas que realidade é essa? Existe uma tendência em transformar o que é mau em bom; o errado em politicamente carreto; altera-se a visão de anti-herói como o mais fraco que se supera para o "bandido bom".
Não existe como saber se a vida imita a arte ou a arte imita a vida. Exemplos desse tipo acontecem sempre. Para você ver como o caso é grave, nem citarei casos recentes. Você lembra quando a Vera Fischer desferiu facadas contra o marido? Provavelmente não, porque uma emissora de TV fez questão de colocá-la em um programa de auditório dizendo que ela é boa e responsável. E o caso Leonardo Pareja? Lembra? Foi um criminoso que fugia da polícia e dava entrevistas para rádios e dizia que não seria capturado jamais. Pois bem, ele teve sua foto publicada em uma revista para meninas, para adolescentes! A revista achava bonitinho incentivar o tal do "amor bandido".
Isso é um contra senso. Isso é um absurdo.
Não se deixe enganar. Não existe uma grande saída onde ninguém pagará pelos seus crimes. Cada um é responsável pelos seus atos. Não se justifica o fim pelos meios. Não existem vários fins. Tem um só: morte. Os meios são a representação da sua vida, você vive os meios; os meios é que dirão se você é honesto, digno e honrado. Mas não transforme o mau em bem.
Um ato desonesto não se torna honesto porque todos fazem; e o ato honesto não vira crime, já que ninguém o pratica. Muitas vezes sentimos em nosso coração que estamos no caminho carreto, mas na verdade nos engendramos por uma trilha de maldade e sofrimento que nos levará a dor e morte. Não se esqueça: o certo é o certo; o errado é o errado.
Na verdade a TV não é ruim, mas a programação é... ah se é.
Eduardo Morello é jornalista
A Bíblia diz:
“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5.20 ACF)
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